Jovem, talentosa e negra. Nina Simone

Postado em Atualizado em

nina_simone

Nascida Eunice Kathleen Waymon em 1933, negra, mulher e bipolar, ela nada tinha de privilegiada (ver no VIdeodiCIOnário), mas era um gênio e era brilhante. Não conseguiu seguir o piano clássico pelo preconceito da mesma academia que a diplomou por honra em 2003, poucos dias antes de morrer. Adotou então o nome Nina Simone para ganhar a vida em clubes noturnos tocando sem que sua mãe soubesse. Os clubes a forçaram a cantar, o mundo ganhou com isso, mas ela continuou sofrendo.

Sua vida não foi nada fácil, apanhava constantemente do marido, numa época em que em briga de marido e mulher não se metia a colher nem mesmo para proteger do abuso. O marido também era empresário e não a deixava administrar seus ganhos.

Com sua influência clássica levou o Jazz e o Blues a um outro nível, sendo considerada por muitos a representante maior destes generos musicais. Tudo que ela queria era ser uma pianista clásssica, o que lhe foi tolhido, seu sentimento nos deu Nina Simone de presente.

Este artigo da categoria personalidade comemora os 50 anos do engajamento de Nina Simone ao movimento dos direitos civis em 1965. Engajamento que de certa forma custou sua carreira.

Simbolizamos com Mississippi GodDam, seu amplo engajamento, junto a Malcom X e Martin Luther King. O assassinato de Dr. King e outros líderes do movimento de direitos civis em 1968 a levou a deixar a carreira e os estados unidos, indo viver na Libéria onde diz ter se encontrado e lembrar dos EUA como um sonho ruim. Passou a viver na Holanda cerca de 8 anos depois. Faleceu em 2003, aos 70 anos.

O documentário sobre ela no netflix yambém é #fatobom! Assista o trailler aqui.

Abaixo alguns vídeos deste engajamneto e algumas antológicas.

Nesta música ela pela primeira vez fala diretamente sobre os estados onde a discriminação era extremamente acirrada, envolvendo inclusive o assassinato fotografado de negros, com o orgulho branco registrando sua supremacia.

Nesta música (que deu o título a deste artigo) ela relata os vitoriosos negros na realidade branca, lembrando e resgatando o orgulho negro. Este vídeo foi gravado numa universidade onde 300 negros estudavam numa população de 18mil alunos.

Nesta música ela relata tudo o que o negro não possuia por não poder precisar suas origens, bem como por não possuir direitos civis iguais, ou próximos. Ao mesmo tempo ela resgata o que não pode ser tirado dela e nem de ninguem, extraindo uma força do próprio ser e do viver.

Nesta música, Nina trás o questionamento de para onde o “pecador” irá correr. Jazz clássico na veia é uma de minhas favoritas de todos os tempos.

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s