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Integração e tecnologia no combate ao crime

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MP e DPT discutem ciência e tecnologia visando à qualificação da repressão à criminalidade

original em: www.mpba.mp.br

Tornar as relações cada vez mais estreitas em benefício da obtenção de resultados mais eficientes no que se refere à produção de provas materiais tão necessárias aos operadores da Justiça foi um dos objetivos do ‘I Workshop Ciência e Tecnologia em Busca da Verdade’, realizado hoje, dia 17, no auditório do Departamento de Polícia Técnica (DPT). O encontro teve por público-alvo procuradores e promotores de Justiça com atuação na área criminal, e contou com a participação de profissionais de diversas áreas do DPT. O evento é fruto de um Termo de Cooperação Técnica firmado em 2013 com o objetivo de promover o intercâmbio de informações relacionadas a laudos periciais, que instruem os inquéritos policiais e processos criminais, essenciais para a elucidação de crimes.

“Não fazemos nada se não construirmos relacionamentos”, disse o procurador-geral de Justiça Márcio Fahel ao participar da abertura do workshop. Para ele, é positiva a ideia de integração e quebra de conceitos de distanciamento no estado democrático. “Vivemos um momento em que as instituições buscam o crescimento e elas devem evoluir juntas, pois somos pagos pelo mesmo contribuinte.” Ele considerou apropriada a “busca da verdade’ aludida no tema do encontro,  vez que considera que a vida é mais complexa que um processo judicial. E, por meio de um processo, é possível se aproximar da verdade técnica.

O diretor do DPT, Elson Jefferson, falou sobre a estrutura organizacional e administrativa do órgão que dirige e considerou de fundamental importância a parceria que mantém com o MP. Sobre o evento, ele pontuou ser importante que os membros do MP conheçam a capacidade e também as dificuldades do DPT, que tem uma atuação puramente técnica produzindo prova material que vai se juntar às provas dos operadores de Justiça. Isso no seu entender torna as relações mais efetivas. Por ano, o DPT expede 160.000 laudos, e os atrasos acontecem por questões burocráticas, o que deverá ser revertido com a participação do MP, pontuou ele.

Coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim), o promotor de Justiça Pedro Maia falou sobre o sistema informatizado que está sendo gestado após manter uma reunião com o DPT, que vai atender tanto ao MP quanto ao DPT e deve minimizar o atraso na instrução do processo pela falta de laudo. Informou que dentro de três meses já será uma realidade e um ganho para todos que operam no sistema criminal, devendo se constituir em um marco da justiça penal baiana.

O workshop foi realizado pelo MP, por meio do Caocrim, com apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) e parceria com o DPT. Da mesa de abertura participaram o PGJ, o diretor do DPT e seu chefe de gabinete Alexsandro Fiscina, além dos promotores de Justiça Pedro Maia e Adalvo Dourado (chefe de gabinete do MP). O evento contou com apresentações relacionadas ao cenário do crime com participação de peritos criminais que falaram sobre toxicologia, local do crime, medicina legal e balística, entre outros. À tarde houve visita dirigida às instalações do DPT.

Fotos: Karol Melo/HF (Cecom/MPBA)

Interface para Problemas Motores

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Existem diversas síndromes causadoras de problemas motores, dentre elas a ALS e a paralisia cerebral. Portador da última, Gleisinho não se rendeu e com apoio da sua família se formou em ciências da computação e criou um teclado iterativo.

Ajude a divulgar, esta tecnologia pode ajudar muita gente. Quem sabe pode ajudar a alguém que você ama tanto a dizer o que sente por você e contar seus sonhos.

Como falar sobre pedofilia?

Vídeo Postado em Atualizado em

Sempre pensei qual seria a melhor forma de abordar a pedofilia, sem tirar ao menos parte da inocência dos meus filhos. Este vídeo me deu uma resposta. Divulgue, pode ajudar muita gente e salvar o futuro de muitas crianças.

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De onde veio?

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Ajudar o mundo a relembrar é #fatobom! (Ver vídeo que motivou este post abaixo, ou clique aqui)

Acompanho o crescimento do consumo consciente desde 1999, estudando responsabilidade social empresarial (quem tiver interesse no PDF clique aqui). Vi muita gente se conscientizando a respeito do que consumia (a exemplo de cigarros, álcool e refrigerantes), outras sensibilizadas a abandonar o consumo de carne em função do sofrimento animal, bem como na moda manifestação contra uso de peles, couros e cobaias. Até vi gente questionar a origem do algodão, mas pouca gente efetivamente correlacionando a atividade com sua externalidade, muito pouca gente enxergando o bicho homem.

Se já é difícil enxergar o outro, quem dirá externalidades. Neste aspecto, em sua obra prima “Home”, Yann Arthus-Bertrand, nos faz enxergar diversas externalidades cruéis através de suas lentes e seus sobrevoos. Recomendo assistir o filme com o áudio original em francês, legendado. Ele mesmo nos narra suas imagens e suas conclusões. Abaixo um trailler, no youtube diversas versões.

Uma externalidade tão óbvia que Bertrand mostra me passou despercebida e passa ao largo do movimento Fashion Revolution (http://fashionrevolution.org/), cujo vídeo inspirou este artigo e pode ser encontrado abaixo. A questão não invalida o movimento, ao contrário, o reforça. A questão levantada aprofunda a pergunta formulada pelo movimento: “quem faz minha roupa?”

O motor da revolução industrial, o tear mecânico, revolucionou a fabricação de tecidos e naturalmente elevou o consumo de algodão, certamente elevando o preço do mesmo num primeiro momento. No momento seguinte a produção aumentou e o preço naturalmente caiu e neste ciclo seguiu nos últimos 200 anos, até que a produção mecanizada estivesse tão elevada que o valor do algodão não era mais suficiente para a sobrevivência os produtores manuais africanos. Já seria chocante, não fosse o fato desta produção mecanizada necessitar subsídios do governo americano e consumir aquífero da região.

Quando me deparei com a questão, pensei: a quem interessa esta forma de produção do algodão? O vídeo deu a resposta: a todos que queremos “roupa barata”. Não se trata de deixar de vestir algodão, se trata de questionar certos modelos consolidados, de se questionar: quem faz a minha roupa e com quê?

Da próxima vez que for consumir por impulso, se pergunte: de onde veio? preciso?

Um menino inteligente

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“Olá, senhor juiz. Minha avó disse que eu podia deixar um recado aqui, que o senhor ia ver. Tenho 11 anos e sou filho da … Sei que o senhor vai lembrar, sou neto da… e só queria agradecer ao senhor. Cresci vendo meus pais fazendo coisa errada e sendo presos. Por muitas vezes entrei na prisão para visitar meu pai ou minha mãe. Por muitas vezes vi eles ganharem a liberdade e novamente serem presos. Mas hoje esse é um passado que não faz mais parte do meu presente. Quis Deus que meu pai saísse da prisão em dezembro, de condicional e fosse trabalhar. Minha mãe, quis Deus que ela ficasse bem doente e o senhor foi lá soltar. Eu tava segurando a mão da minha vó quando ela foi na sua sala pedir para aquelas moças que alguém fizesse alguma coisa pra minha mãe morrer com dignidade e o senhor fez. Também sou soropositivo, essa escolha não fui eu quem fez, mas tenho direito às próximas. E desde já quero ser um homem honesto. Obrigado, senhor juiz João Marcos.”

Se der Google na carta, encontrá. Mas a história está toda aí, contada por um menino que o próprio juiz ao responder qualificou como inteligente.